10 de jul. de 2011

Relatório recomenda aos EUA apoio ao Brasil por vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU

Fernando Eichenberg direto de O Globo

As pretensões brasileiras de obter uma vaga permanente no Conselho de Segurança (CS) da ONU foram o principal ponto de dissensão nos debates do aguardado relatório sobre o Brasil elaborado pelo Council on Foreign Relations (CFR), um dos mais prestigiados e influentes centros de estudos americanos, com divulgação prevista para breve e ao qual O GLOBO teve acesso. O documento recomenda que o governo Barack Obama "apoie totalmente" o Brasil como um membro permanente do CS, e que incentive negociações com esse objetivo.
"Um endosso formal para o Brasil contribuiria muito para superar a suspeita remanescente dentro do governo brasileiro de que o compromisso dos EUA com uma relação madura entre iguais é em grande parte retórica. (...) Há pouco a perder e muito a ganhar com o apoio americano oficial a um assento brasileiro permanente neste momento", diz o texto prévio do "Independent Task Force on Brazil" (Força-Tarefa Independente sobre o Brasil), dirigido por Julia Sweig, reputada especialista em América Latina do CFR.
Num adendo, porém, nove dos cerca de 30 colaboradores do documento discordaram dos termos escolhidos e apresentaram nuances à forma do apoio americano. O grupo dissidente reconhece os méritos da demanda de Brasília, mas acredita que uma abordagem "mais gradual" seria mais eficaz em meio às complexidades diplomáticas no caso de um firme apoio americano. O grupo teme que um declarado endosso de Washington - como foi feito na visita de Obama à Índia, em relação as mesmas ambições de Nova Délhi - poderia ter repercussões adversas imediatas na América Latina e causar problemas para os EUA nas relações com aliados na região. Os dissidentes aprovam o tom aberto e menos conclusivo da declaração feita por Obama no Brasil, em março, e aconselham consultas prévias ao Congresso americano como a estratégia mais adequada para pavimentar com sucesso o caminho brasileiro na busca da vaga permanente.
Entre os vários nomes que participaram das discussões para a costura do documento estão Riordan Roett (Johns Hopkins University), Nelson W. Cunningham (conselheiro no governo Bill Clinton), David Rothkopf (CFR), Joy Olson (Washington Office on Latin America), James Wolfensohn (ex-presidente do Banco Mundial), Louis Caldera (Center for American Progress), Shepard Forman (Center on International Cooperation), Samuel Bodman (ex-secretário de Energia) ou Eileen Claussen (PEW Center on Global Climate Change). A seguir, os principais pontos.
ORIENTE MÉDIO: Outro ponto de discórdia foi a participação do Brasil em questões de segurança no Oriente Médio. O documento avalia que o envolvimento nas negociações de paz entre Israel e Palestina era coerente com a política externa expansiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. "Especialmente à luz do episódio do Irã em 2010 (em que Brasília e Washington se confrontaram na forma de abordar o controle do programa nuclear iraniano), a Força-Tarefa considera que o envolvimento do Brasil, nas questões de segurança do Oriente Médio, pode enfraquecer as credenciais do país para negociar em outras questões de interesse internacional em que sua participação é não só mais lógica como mais necessária", diz o texto. A recomendação, no entanto, não foi unânime: "Consideramos que seria impróprio tanto para um relatório como este como para os EUA procurar ditar como o Brasil deve conduzir seus interesses nacionais pelo mundo", escreveram vozes dissonantes.
IRÃ: Na avaliação do grupo, embora pareça que a presidente Dilma Rousseff "tenha minimizado a importância da dimensão de segurança nas relações com o Irã", a iniciativa do Brasil em negociar com Teerã no ano passado não foi "meramente produto das personalidades que estavam à época no poder". "A experiência do Irã ilustra a necessidade de os dois países estabelecerem mecanismos para prevenir e mitigar mal-entendidos e visões conflitantes das questões de segurança internacional", diz o texto.
DIREITOS HUMANOS: O relatório elogia o compromisso demonstrado por Dilma Rousseff na defesa dos direitos humanos e destaca os esforços feitos nos primeiros meses de governo nesse tema em relação à América Latina, ao Oriente Médio e ao Irã. "A posição de Dilma quanto a algumas questões de segurança do Oriente Médio - a condenação das atrocidades na Líbia e o voto para aprovar um relator especial de direitos humanos para o Irã - tem assinalado uma diferenciação da abordagem estritamente não intervencionista de Lula. Ainda assim, o Brasil se absteve de votar no Conselho de Segurança para autorizar a intervenção na Líbia". Para o grupo, o apoio formal do Brasil numa iminente votação na ONU sobre o Estado palestino também indicará até que ponto Dilma "vai diferenciar sua política externa daquela exercida por seu predecessor com respeito ao Oriente Médio".
ABSTENÇÃO DE VOTOS: O documento aconselha os americanos a compreenderem que o padrão brasileiro de se abster em votações em importantes fóruns internacionais, como a ONU, não reflete necessariamente uma discordância com a proposta da resolução. "Os brasileiros empregam a abstenção para expressar sua frustração com o tratamento não sistemático das questões, levantando frequentemente a contradição, por exemplo, de a comunidade internacional censurar o Irã, mas não a Arábia Saudita". Ao mesmo tempo, alerta o texto, o Brasil não corre o risco de perder sua independência quando, vez ou outra, votar em conjunto com os EUA.
AMÉRICA LATINA: O Brasil é elogiado pela defesa da democracia no continente, mas criticado por não se aliar aos EUA na promoção dos direitos humanos e democráticos em países como Venezuela, Cuba, Colômbia ou Nicarágua: "Por exemplo, embora não apoie os abusos de Poder Executivo e direitos humanos do presidente venezuelano, Hugo Chávez, o atual governo brasileiro não faz esforços visíveis para encorajá-lo a cessar essas atividades."
ETANOL: O Congresso americano deve eliminar os subsídios para os produtores de etanol do país. O grupo recomenda que os EUA usem o fim da subvenção para negociar a redução de barreiras comerciais para produtos americanos no Brasil.
CÂMBIO: Brasil e EUA devem expandir os canais de comunicação entre suas políticas comerciais e monetárias, especialmente em relação à China. O grupo sugere que os dois países "encontrem uma linguagem comum" para enfrentar os desafios apresentados pela China, a fim de convencê-la a permitir a valorização do iuan.
BRASIL E EUA: O relatório defende uma relação promissora e de alto nível entre Brasília e Washington, e sugere que Obama organize um encontro interministerial entre os dois países, como promovido pelo presidente George W. Bush em 2003. Também recomenda diretores exclusivos para o Brasil no Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca e no Departamento de Estado, à parte do Cone Sul, como é hoje. "Os presidentes Obama e Rousseff estabeleceram a base para o progresso em muitas frentes. O momento de construir sobre essa fundação positiva é agora".

Nota Pessoal: A meu ver o políticos brasileiros ainda não são capazes de enxergar o Brasil dentro de sua nova posição dentro do jogo de forças das Relações Internacionais, falhando em não estar preparado para visualizar novos e futuros direitos e deveres.

4 de jun. de 2011

Strauss-Kahn: uma metáfora das práticas do FMI

Leonardo Boff
O leitor ou leitora pensará que foi uma tragédia o fato de o diretor-gerente do FMI, Strauss-Kahn, ter dado asas ao seu vício, a obsessiva busca por sexo perverso, nu, correndo atrás de uma camareira negra na suite 2806 do hotel Sofitel em Nova York, até agarrá-la e forçá-la a praticar sexo, com detalhes que a Promotoria de Nova York, descreve em detalhes e que, por decência, me dispenso de dizer. Para ele não era uma tragédia. Era uma vítima a mais, entre outras, que fez pelo mundo afora. Vestiu-se e foi direto para o aeroporto. O cômico foi que, imbecil, esqueceu o celular na suite e assim pôde ser preso pela polícia ainda dentro do avião.

A tragédia ocorreu não com ele, mas com a vítima que ninguém se interessa em saber. Seu nome é Nifissatou Diallo, da Guiné, africana, muçulmana, viúva e mãe de uma filha de 15 anos. A polícia encontrou-a escondida atrás de um armário, chorando e vomitando, traumatizada pela violência sofrida pelo hóspede da suite, cujo nome sequer conhecia. A maior parte da imprensa francesa, com cinismo e indisfarçável machismo, procurou esconder o fato, alegando até uma possível armadilha contra o futuro candidato socialista à Presidência da República. O ex-ministro da cultura e educação, Jacques Lang, de quem se poderia esperar algum esprit de finesse, com desprezo, afirmou:"Afinal não morreu ninguém". Que deixe uma mulher psicologicamente destruida pela brutalidade do Mr. Strauss-Kahn não conta muito. Finalmente, para essa gente, se trata apenas de uma mulher e africana. Mulher conta alguma coisa para este tipo de mentalidade atrasada, senão para ser mero "objeto de cama e mesa"?

Para sermos justos, temos que ver este fato a partir do olhar da vítima. Aí dimensionamos seu sofrimento e a humilhação de tantas mulheres no mundo que são sequestradas, violadas e vendidas como escravas do sexo. Só uma sociedade que perdeu todo o sentido de dignidade e se brutalizou pela predominância de uma concepção materialista de vida que faz tudo ser objeto e mercadoria, pode possibilitar tal prática. Hoje, tudo virou mercadoria e ocasião de ganho desde o bens comuns da humanidade, privatizados (commons como água, solos, sementes), até órgãos humanos, crianças e mulheres prostituidas. Se Marx visse esta situação ficaria seguramente escandalizado, pois para ele o capital vive da exploração da força de trabalho mas não da venda de vidas. No entanto, já em 1847 naMiséria da Filosofia intuía:

"Chegou, enfim, um tempo em que tudo o que os homens haviam considerado inalieável se tornou objeto de troca, de tráfico e podia alienar-se. O tempo em que as próprias coisas que até então eram comunicadas, mas jamais trocadas, dadas, mas jamais vendidas: adquiridas mas jamais compradas como a virtude, o amor, a opinião, a ciência e a consciência, em que tudo passou para o comércio. Reina o tempo da corrupção geral e da venalidade universal....em que tudo é levado ao mercado".

Strauss-Kahn é uma metáfora do atual sistema neoliberal. Suga o sangue dos países em crise como a Islândia, a Irlanda, a Grécia, Portugal e agora a Espanha como fizera antes com o Brasil e os paises da América Latina e da Asia. Para salvar os bancos e obrigar a saldar as dívidas, arrasam a sociedade, desempregam, privatizam bens públicos, diminuem salários, aumentam os anos para as aposentadorias, fazem trabalhar mais horas. Só por causa do capital. O articulador destas políticas mundiais, entre outros, é o FMI, do qual Strauss-Kahn era a figura central.

O que ele fez com Nafissatou Diallo é uma metáfora daquilo que estava fazendo com os paises em dificuldades financeiras. Mereceria cadeia não só pela violência sexual contra a camareira mas muito mais pelo estupro econômico ao povo, que ele articulava a partir do FMI. Estamos desolados.

Leonardo Boff é teólogo e escritor.

Direto de Carta Maior

19 de mai. de 2011

As dificuldades no cenário político da UFPE.


Ano 2011, mês de maio e a luta continua. Uma luta que se inicia num momento critico e que tem inicio no ano passado quando do golpe da Correnteza e na sua tomada de poder no DCE da UFPE.

Muitos culpam a Correnteza, mas os principais culpados somos nós mesmos. Muito se sabe da poderosa maquina quer a Correnteza utilizou em sua campanha ano passado e que foi acrescido este ano com o Golpe do DCE, o que se parece não claro para alguns é que sem uma união continua e sem um projeto de ações permanentes não há ditadura que acabe ou que comece.

Ditadura pode não ser o nome certo para designar o estado atual em que se encontra o DCE, mas poder ser o destino final que ele venha a tomar. As ultimas ações feitas pela Correnteza tem por finalidade, em minha opinião, minar e se antecipar a movimentos que tenham como objetivo combater suas ações.

Parece-me que alguém tem medo de democracia e este é o maior desejo dos estudantes da UFPE.

Muita coisa falta ao movimento estudantil, falta visibilidade, falta transparência, falta atração. Todo mundo já ouviu pelo uma vez alguém dizendo que tem vontade de participar, de se engajar mais, mas que se sente intimidado pela forma com que o processo ocorre. Muitas pautas estudantis se desenham no horizonte político da UFPE, mas de que adianta lutar por ou nesses horizontes se não houver primeiro uma luta para que os estudantes voltem a se interessar pelo movimento estudantil. Neste contexto espaços abertos e transparentes, como o realizado no ultimo dia 18 de maio no hall do CAC, são de suma importância para instigar um debate acerca dos rumos que a serem seguidos. A atual estrutura de existência do DCE constitui um ambiente obscuro e improdutivo para a existência de uma maior ação e participação democrática dos estudantes. Essa questão tem de se manter na cabeça do movimento estudantil independentemente das posições e divisões políticas.

A ultima ação da Correnteza é de que sejam realizadas eleições para o DCE em meados do meio de Junho, aproximadamente nos dias 14 a 16. É isso mesmo eles querem fazer uma eleição em menos de um mês. Bom, creio eu que alguns dias não são suficientes para se estabelecer um debate e uma organização digna de uma eleição para o DCE da UFPE e que em menos de um mês é impossível estabelecer condições para a criação de um ambiente que propicie a possibilidade de discussões e participação democrática dos estudantes.

A luta por um ambiente democrático na UFPE não só pela retirada da Correnteza do DCE, mas da própria discussão do modelo de DCE e do modelo de representação e atuação dos estudantes junto ao mesmo. A construção dessa democracia não pode ser vista como uma finalidade, mas como um projeto constante.

Rodrigo Louriçal – Ciências Sociais Bacharelado / Kizomba PE

7 de mai. de 2011

Líbia: não é sobre o petróleo, é sobre moeda e empréstimos

É significativo que, nos meses que precederam a resolução da ONU que permitiu que os EUA e seus aliados enviassem tropas para a Líbia, Muammar Kaddafi estivesse abertamente defendendo a criação de uma nova moeda para rivalizar com o dólar e o euro. Na verdade, ele convidou as nações muçulmanas e africanas para se juntar a uma aliança que faria desta nova moeda, o dinar de ouro, a sua principal forma de dinheiro e câmbio. O FMI estima que o Banco Central da Líbia tenha cerca de 144 toneladas de ouro em seus cofres. O artigo é de John Perkins.

Página de John Perkins

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, disse na semana passada que espera que a instituição tenha um papel na reconstrução da Líbia quando o país emergir do atual conflito. Em um painel de discussão, Zoellick lembrou o papel do banco na reconstrução de França, Japão e outras nações depois da Segunda Guerra Mundial.

“Reconstrução agora significa (Costa do Marfim), significa o sul do Sudão, Libéria, Sri Lanka e espero que signifique Líbia”, disse Zoellick. Sobre a Costa do Marfim Zoellick disse esperar que dentro de “algumas semanas” o banco possa apresentar “algumas centenas de milhares de dólares em apoio de emergência”.

Ouvimos um porta-voz dos EUA tentar explicar por que estamos, de repente, enfiados em um novo conflito no Oriente Médio. Muitos de nós estamos questionando as justificativas oficiais. Estamos conscientes de que as verdadeiras causas de nosso envolvimento raramente são discutidas na mídia pelo nosso governo.

Enquanto muitas racionalizações descrevem recursos, especialmente petróleo, com os motivos de estarmos no país, há um número crescente de vozes dissidentes. A maior parte gira em torno da relação financeira entre a Líbia e o Banco Mundial, o Fundo Monetário Internacional, o Banco das Compensações Internacionais e corporações multinacionais.

De acordo com o FMI, o Banco Central da Líbia é 100% de propriedade estatal. O FMI estima que o banco tenha cerca de 144 toneladas de ouro em seus cofres. É significativo que, nos meses que precederam a resolução da ONU que permitiu que os EUA e seus aliados enviassem tropas para a Líbia, Muammar Kaddafi estivesse abertamente defendendo a criação de uma nova moeda para rivalizar com o dólar e o euro. Na verdade, ele convidou as nações muçulmanas e africanas para se juntar a uma aliança que faria desta nova moeda, o dinar de ouro, a sua principal forma de dinheiro e câmbio. Eles iriam vender petróleo e outros recursos para os EUA e para o resto do mundo apenas por dinares de ouro.

Os EUA, os outros países do G-8, o Banco Mundial, o FMI, o BIS e as corporações multinacionais não olham com bons olhos para líderes que ameaçam o seu domínio sobre os mercados de moeda mundial, ou que parecem estar se afastando do sistema bancário internacional que favoreça a corporatocracia. Saddam Hussein havia defendido políticas semelhantes às expressas por Kaddafi pouco antes os EUA enviaram tropas para o Iraque.

Em minhas palestras, muitas vezes eu acho necessário lembrar ao público de um ponto que parece óbvio para mim, mas é mal compreendido por muitos: que o Banco Mundial não é realmente um banco mundial, é antes um banco dos EUA. E o seu irmão mais próximo, o FMI. Na verdade, se olharmos para as comissões executivas do Banco Mundial e do FMI e os votos que cada membro do conselho tem, vê-se que os Estados Unidos controlam cerca de 16 por cento dos votos no Banco Mundial, e cerca de 17% do FMI, além de deter poder de veto sobre todas as decisões importantes.

Mais ainda, o presidente dos Estados Unidos aponta o presidente do Banco Mundial.

Assim, podemos nos perguntar: O que acontece quando um país ameaça colocar de joelhos o sistema bancário que beneficia o corporatocracia? O que acontece com um "império", quando efetivamente já não pode ser abertamente imperialista?

Uma definição de "Império" (segundo meu livro The Secret History of the American Empire) afirma que império é uma nação que domina outros povos, impondo a sua própria moeda nas terras sob seu controle. O império mantém uma força militar permanente pronta a proteger a moeda e todo o sistema econômico que depende dele através da violência extrema, se necessário. Os antigos romanos faziam isso. Assim fizeram os espanhóis e os ingleses durante seus dias de construção de império. Agora, os EUA ou, mais precisamente, a corporatocracia, está fazendo e está determinada a punir qualquer pessoa que tentar detê-los. Kadafi é apenas o exemplo mais recente.

Entender a guerra contra o Kaddafi como uma guerra em defesa do império é mais um passo no sentido de nos ajudar a nos perguntarmos se queremos continuar neste caminho de construção de império. Ou se, ao invés disso, queremos honrar os princípios democráticos que nos foram ensinados serem parte dos alicerces do nosso país?

A história ensina que impérios não duram, eles entram em colapso ou são derrubados. Guerras seguem e outro império preenche o vazio. O passado envia uma mensagem convincente. Temos que mudar. Não podemos nos dar ao luxo de assistir a história se repetindo.

Não podemos permitir que este império entre em colapso para ser substituído por outro. Em vez disso, vamos todos nos comprometer com a criação de uma nova consciência. Deixe os movimentos populares no Oriente Médio - alimentados através de redes sociais e promovidos pelos jovens que herdarão o futuro - nos inspirar a demandar que o nosso país, nossas instituições financeiras e as empresas que dependem de nós para comprar seus produtos e serviços se comprometam a criar um mundo sustentável, justo, pacífico e próspero para todos.

Estamos em uma fronteira. É hora de cruzarmos essa fronteira, e sair do vazio escuro da brutal exploração e ganância para a luz da compaixão e cooperação.

(*) Economista, escritor e ativista norte-americano. Autor de "Confissões de um assassino econômico". Seu mais recente livro é Enganados (Cultrix).

Tradução Wilson Sobrinho
Direto de Carta Maior