14 de mar. de 2013

LULA SURGE NA TV COMO CANDIDATO A GOVERNADOR


Direto de Brasil247 - Depois de lançar a candidatura da presidente Dilma Rousseff à reeleição, o ex-presidente Lula dirige suas baterias para São Paulo. Ele virou protagonista das inserções do PT paulista na TV, onde aparece dizendo que é chegada a hora de o partido governar o Estado de São Paulo. "Temos sido o partido que fez mais pelo Brasil. Tá na hora agora da gente ser também o partido a fazer mais por todo o Estado de São Paulo", diz o ex-presidente.

No vídeo de 30 segundos, Lula faz menção ao prefeito de São Paulo, Fernando Haddad. "A coisa que mais me apaixonava no governo era que quanto mais a gente fazia mais eu via novas coisas para fazer e conseguia realizar. A Dilma me contou que sente o mesmo. Sei que o Fernando Haddad vai sentir isso cada vez mais forte. É por isso que o projeto do PT não se esgota e se renova cada vez mais", diz o ex-presidente.
A presidente Dilma Rousseff também aparece nas inserções, que começaram a circular na noite desta quarta-feira 13, destacando o combate à miséria e dizendo que o desenvolvimento pode ser "mais rápido" em São Paulo, "beneficiando a todos". "Nosso governo tem prioridades claras. Diminuir custos e aumentar oportunidades. Por isso, estamos baixando a conta de luz, os juros, os impostos e diminuindo o custo da cesta básica", diz Dilma.
"Ringue eleitoral"
O governador Geraldo Alckmin, provável candidato à reeleição, preferiu não se envolver em polêmica. "Agora é hora de trabalhar", disse o tucano após anunciar um pacote de R$ 2,46 bilhões para prefeituras paulistas. "É hora de somar esforços, independentemente de sigla partidária, fazer um grande esforço suprapartidário em benefício da população", completou.
Alckmin disse que não pensa em reeleição e que não vai entrar "no ringue da eleição" fora do tempo. "Ele (Lula) não contará com a nossa participação (no ringue da eleição), porque quem é prejudicado com antecipação de debate eleitoral é o povo, porque você encurta o governo", justificou.
Até a aparição de Lula na tevê, os mais cotados para representar o PT em São Paulo em 2014 eram os ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Saúde, Alexandre Padilha. Agora, as projeções dos analistas começam a convergir para inserir Lula como, ele próprio, o mais forte candidato. Comentários nesse sentido já ciruclavam nos meios políticos paulistas há pelos menos três meses. Lula, agora, assanhou todos os ânimos.

Nota de Pela Práxis: As especulações começaram. Se Lula vier a ser candidato ao Governo de São Paulo e for eleito, se Dilma se reeleger Haddad será nosso futuro presidente.


20 de fev. de 2013

Não são os EUA que financiam Yoani; é Cuba e a esquerda arcaica


Direto de Socialista Morena, por Cynara Menezes
Tão risível quanto achar que aqueles meninos militantes de movimento estudantil que fizeram protestos são “orquestrados por Cuba”, como perpetraram alguns jornalistas brasileiros, é achar que é culpa dos Estados Unidos que Yoani Sánchez, uma mera blogueira, tenha se tornado a principal voz da oposição ao regime dos Castro. Sorry, mas a história não é bem essa.
Imaginem se eu, aqui no meu blog, começasse a falar mal do Brasil (como, felizmente, estamos livres para fazer em nosso país). Que não existe liberdade de expressão, que a internet é lenta, que as pessoas não podem protestar na rua livremente, que as condições de vida no país são precárias, coisas do tipo. Daí o governo Dilma Rousseff começa a me perseguir. Vigia meus passos e me impede de sair do país, por exemplo, o que passo a denunciar com frequência. O que aconteceria? Obviamente eu, uma simples blogueirinha, me tornaria cada vez mais conhecida. Viraria a vítima do governo de esquerda mau.
Agora imaginem se em Cuba, como em qualquer país comunista desde a revolução de 1917 na Rússia, não fosse proibido divergir, este erro crasso da esquerda mundial. Se em Cuba qualquer pessoa pudesse abrir um blog ou fazer um jornal alternativo e criticar o governo, porque sim. Porque acha ruim a forma como se “elege” o presidente ou porque acha que o governo deveria dar menos açúcar e mais arroz na provisão que os habitantes do país recebem. Ou, sei lá, simplesmente porque pensa “hay gobierno, soy contra”. Yoani Sánchez seria a blogueira mais famosa de Cuba ou apenas uma a mais?
E se o governo cubano tivesse deixado Yoani viajar na primeira de suas 20 tentativas? Será que se falaria tanto dela fora da ilha? Será que conseguiria tantos adeptos à sua causa ao redor do mundo? Quantos ecoaram sua voz de protesto contra a “prisão” em que vivia? Qual foi o raio de alcance de seu pedido de resgate? Através da internet, como milhões de mensagens atiradas ao mar em garrafas virtuais, enquanto Yoani permanecia em Cuba, sua queixa chegava a toda parte. Injustiças costumam atrair a solidariedade de muitos. E era uma injustiça que não a deixassem exercer seu sagrado direito de ir e vir. Ou não?
Na noite de segunda-feira 18, em Feira de Santana, na Bahia, cerca de 100 pessoas se reuniam para assistir a um documentário sobre a blogueira cubana quando a sala onde seria exibido o filme foi invadida por militantes de esquerda histéricos, que acabaram por encurralar a moça numa sala durante 40 minutos aos gritos de “traidora!”. O senador Eduardo Suplicy teve que interceder energicamente para acalmar a turba furiosa e permitir que Yoani Sánchez pudesse falar com a plateia. De forma educada, sem alterar o tom de voz, ela respondeu a todas as perguntas que lhe foram feitas, inclusive pelos manifestantes contrários à sua presença no Brasil. Quem se saiu bem desse episódio?
Graças à superexposição na mídia que o protesto desrespeitoso e intolerante rendeu, na noite seguinte, em vez dos gatos pingados da véspera, quase 2 mil pessoas lotaram um auditório para escutar Yoani. Gente que mal compreendia o espanhol falado pela jornalista, mas que aplaudia entusiasticamente cada frase que ela pronunciava. Os estudantes mudaram seu comportamento e dedicaram-se a se inscrever para um misto de pergunta/discurso pró-Cuba no debate, mas era tarde: a antipatia que geraram com a manifestação se fez notar. As pessoas que foram ouvir a cubana vaiavam em coro os mesmos que a tinham vaiado antes. Um rapaz foi brindado com um urro de “palhaço! palhaço! palhaço!” uníssono no salão.
Será que se tivessem feito uma manifestação educada e deixado Yoani Sánchez expor seu pensamento de forma democrática, os militantes juvenis teriam atraído tamanha atenção dos habitantes de Feira de Santana para uma blogueira cubana? Mas e a mídia, vocês me perguntarão, também não teve o seu papel, insuflando Yoani, dando-lhe espaço e colunas em jornais? Ora, o que vocês esperam da “mídia burguesa”? Que ela dê espaço a revolucionários de esquerda favoráveis ao socialismo? Obviamente a imprensa adorou a confusão toda, perfeita para pespegar o rótulo de trogloditas antidemocráticos que tanto adora carimbar na esquerda –neste caso, com sua própria ajuda.
É cômodo acreditar que Yoani ataca Cuba porque é financiada pelos Estados Unidos e não porque tem críticas reais ao regime. Pode ser que ela receba mesmo dinheiro norte-americano, quem sabe? Mas quem a financia de fato é Cuba e a esquerda arcaica que ainda não perceberam, 22 anos após o fim da União Soviética, que cercear a liberdade de expressão de quem quer que seja é sua pior anti-propaganda.


Nota de Pela Práxis: A Melhor análise do ocorrido escrita até agora na blogosfera brasileira. Concordo em número, gênero e grau. Nos, a esquerda, somos, e temos sidos, os nosso maiores inimigos.

4 de fev. de 2013

A oposição e seus lideres falidos


           Duas das maiores tarefas para qualquer partido é gerar lideres, e renovar seus quadros. Aliar esses dois processos é de crucial importância para que um partido não perca a capacidade de renovar seu discurso, sem esquecer-se de suas bandeiras, na medida em que a população renova suas demandas políticas, sociais e econômicos.
            O PT mesmo com todos os seus defeitos, soube, com a liderança do Presidente Lula, renovar seus quadros de uma forma não convencional. Uma das características mais nocivas da política é o apego e o desejo à perpetuação do poder. Hoje no Brasil nos podemos encontrar deputados e senadores que estão no poder desde os tempos da ditadura, e muitos destes tolhem dentro de seus próprios partidos quaisquer avanços de novos quadros, potenciais lideranças, que com um novo discurso e novas práticas podem suplantar por vez seus lugares, e nenhum partido está isento desse tipo de prática.
            O presidente Lula ao lançar a companheira Dilma Rousseff à corrida presidencial em 2010 soube antever essas dificuldades e soube analisar que muitos dos quadros consagrados da política brasileira se encontram hoje falidos no discurso e no projeto. Muitos falaram em 2010 que a Dilma seria apenas um poste, aqueles que puderam assistir com atenção o discurso em cadeia nacional de radio e televisão no ultimo dia 23 de janeiro vão perceber que a Dilma que concorreu à presidência em 2010 já não existe mais. A Dilma de hoje é um política da grande política, e quando preciso da pequena política, mas mais do que isso hoje ela é uma líder. Liderança que foi formada por vias não tradicionais devido ao processo de apego ao poder que existe nas figuras clássicas da política brasileira. Nesta área o PT tomou uma decisão ousada e pioneira ao limitar o numero de candidaturas que seus quadros podem assumir.
            Nestes 10 anos de governo petista a oposição parece nada ter aprendido, ao pré-lançar a candidatura de Aécio Neves, um senado apático e sem grandes projetos, com uma equipe composta majoritariamente pelos velhos assessores de FHC o PSDB está juntando o velho ao paleolítico. Está incapacidade em avaliar que existem problemas estruturais nos partidos levará a oposição a mais um fracasso eleitoral, a não existência de uma oposição é revés para a republica brasileira, e por mais que ela, a oposição, e a grande mídia digam o contrario a culpa é única e exclusivamente dele próprios. 

2 de fev. de 2013

A História Não Contada dos Estados Unidos


Em seu novo trabalho, agora na televisão, Oliver Stone se propõem a contar um outro lado da história dos Estado Unidos. O lado escondido dessa história.

A história estadounindense como ela é contado sempre atendeu a um paradigma clássico: "A história é contado pelo vencedor". Nessa min-serie Stone busca desnudar fatos não contados, ou mesmo mal contados sobre a forma com que os EUA se tornaram o império, que ainda hoje, ele é. A serie vai preencher um período histórico que vai do fim da segunda guerra mundial até o primeiro governo Obama. Dessa forma partindo de uma abordagem pela esquerda Stone vai contar  o inicio, o apogeu e o principio do fim do império americano.

29 de jan. de 2013

No PT, Zé de Abreu migra do palco para a política



DIRETO DE BRASIL247 - Com mais de 72 mil seguidores no Twitter, o ator José de Abreu é hoje um dos principais militantes políticos brasileiros. Incansável, ele divide o tempo em atuação no teatro e nas novelas, como em Avenida Brasil, com sua tribuna nas redes sociais, que é, inegavelmente, uma das mais influentes do País. Agora, ele está prestes a se reinventar mais uma vez. Quinze dias atrás, numa conversa com o ex-presidente Lula, o ator global decidiu se filiar ao PT e irá concorrer ao cargo de deputado federal, em 2014. "Chegou a hora de uma ação política direta", disse ao 247.
Suas primeiras missões já começam a ser desenhadas. Abreu será o âncora dos programas do PT no Rio de Janeiro e deverá iniciar uma caravana pelo interior do estado, acompanhado do senador Lindbergh Farias (PT-RJ). Inspirado nas caravanas da cidadania de Lula, Lindbergh promete visitar todos os municípios do Rio, para tentar quebrar a hegemonia do PMDB e se eleger governador em 2014.
Zé de Abreu, no entanto, tem uma agenda própria. "Nos últimos anos, o PT se distraiu em relação aos artistas e intelectuais", afirma.  "É preciso reconstruir essa ponte". Ele recorda que, em 1989, praticamente todos os artistas da Globo aderiram ao "Lula-lá". Hoje, diante do massacre midiático decorrente do mensalão, mesmo os que ainda se identificam com o PT, se escondem.
Nas redes sociais, o ator percebe um movimento em gestação. "Há espaço para uma nova agenda, muitos estão descontentes com o discurso único". Nos grandes jornais, por exemplo, José de Abreu nota que todos os colunistas, de uma forma ou de outra, são ligados ao Instituto Millenium, que abraça nomes  como Merval Pereira, Marco Antonio Villa, Guilherme Fiúza e Carlos Alberto Sardenberg, entre tantos outros. "Enquanto a esquerda se distraiu, a direita se organizou", afirma Zé de Abreu. "E o resultado foi uma guinada conservadora no pensamento do País".
Em relação à Globo, Abreu já fez uma consulta para manter seu contrato, mas numa espécie de licença não remunerada, podendo voltar ao Projac depois de exercer um eventual mandato ou de, simplesmente, concorrer. "Difícil vai ser me acostumar com o terno", afirma. "Mas eu gosto muito da agitação de Brasília".

Nota de Pela Práxis
Uma excelente notícia, nas ultimas eleições Zé de Abreu se tornou no artista mais combativo e contestador no campo da esquerda. Sua filiação ao PT mostra que o partido ainda tem poder de conquistar os chamados artistas e intelectuais de esquerda. E esse poder deve ser continuamente analisado como estratégico. 
Se o PT se pretende um partido socialista de massas ele deve saber organizar os trabalhadores dentro de um projeto político que defenda a verdadeira democracia, o comunismo, e deve também saber conquistar esses quadros "advindos" das classes hegemônicas para que junto com os intelectuais orgânicos das classes trabalhadoras possa ser gestado um projeto de luta que possa ir de encontro com o consenso em torno do capitalismo como único ethos possível para a especie humana.