Dois excelentes videos produzidos pelo Stephen Kanitz, explicando a dinâmica em torno da quedas dos juros e como essa baixa esta ligada ao crescimento da economia brasileira.
5 de mai. de 2012
12 de fev. de 2012
30 de nov. de 2011
Filme: Antonio Gramsci I giorni del carcere (Os dias do Carcere)
O
post de hoje é pra trazer o filme: Antonio Gramsci I giorni del carcere, o
filme trata do período que Gramsci passou na prisão de Turi, em Bari, Itália (julho de 1928 a outubro
de 1933). Foi neste período que Gramsci realizou a redação dos Cadernos do
Carcere, seu trabalho intelectual mais extenso e prolífico.
O filme está na língua original, o
italiano, e com legendas em espanhol. Mas vale todo o esforço para assisti-lo.
Link para o Filme >>> http://video.google.com/videoplay?docid=-5212179366147622794
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10 de nov. de 2011
O Debate da Segurança nas Universidades e a Democracia
Ainda
continuando nos temas que foram “despertos” devido à ocupação da reitoria da USP
e à reintegração de posse efetuada pela PM, só direi algumas palavras sobre o porquê
não deve por polícia para realizar a segurança de universidades públicas.
Não
se deve entregar à PM a responsabilidade de fazer a segurança internar dos
campi universitários pelo mesmo motivo que não se deve entregar ao exercito a
responsabilidade pela segurança pública.
O
exercício é treinado para enfrentar o inimigo externo sem medir esforços em seu
uso da violência para neutralizar a ameaça, ao inimigo externo não é conferida
a condição de ser humano detentor de direitos e, portanto a morte ou
aniquilação do mesmo não representa uma quebra do direito máximo que nos damos
de defender a vida humana.
No
Brasil a polícia militar é treinada para fazer uso do monopólio da violência conferido
ao estudo como método de instaurar a ordem através da repressão. Não está entre
o modus operandi da PM o dialogo com
aqueles que violem a ordem estatal. Essa perspectiva aliada à natureza antidemocrática
das instituições políticas das universidades brasileiras e em alguns casos do próprio
movimento estudantil constitui um ambiente de barril de pólvora onde essas duas
instâncias se encontram.
Se
o debate acerca da segurança nos campi das universidades brasileiras continuar
a ser justificado pela máxima de que os fins justificam os meios então é melhor
desistirmos da democracia e voltarmos à ditadura.
9 de nov. de 2011
A Questão da USP
A
Questão da USP a meu ver é fruto em muitas vezes de três caminhos que a muito
foram seguidas pelas universidades públicas brasileiras.
O
Caminho do isolamento em relação à sociedade, universidade que muitas vezes tem
seu espaço físico a alojado em meio às parcelas mais pobres e marginalizadas da
sociedade ao qual pertence uma legião de jovens ainda sem perspectivas de
futuro a não ser olhar os “privilegiados” seguirem e ganharem suas vidas em
quanto às deles se findam na violência “naturalizada" das periferias
brasileiras.
O
Caminho da decisão de não mais formar seres humanos para a sociedade, mas de
programar maquinas para o mercado, quando falo seres humanos não estou aqui levantando
uma bandeira política, longe de mim achar que sou o dono da verdade, mas no
momento em que a universidade desistiu de voltar seu ensino para a sociedade
para mirar as “demandas” do mercado de trabalho, alguma coisa deve estar
errada.
O
Caminho do autoritarismo, uma herança nefasta que a ditadura militar deixou
para nossas universidades foi o do fim do dialogo, o fim da conversa, e a ascensão
dos cacetes, revolveres e fuzis como argumentos de negociação. Não que a USP
não deva ter um plano de segurança, pois uma universidade de seu porte e importância
dentro da história brasileira deve-se manter como um espaço seguro e aberto à
pluralidade mas instituir de forma unilateral sem ao menos esgotar todas as
possibilidades de construção de um programa que viesse a gerir a segurança do
campus juntamente com a comunidade acadêmica é um desrespeito à própria USP.
Quando trago a necessidade de debate com a comunidade acadêmica nãos e pode excluir
também a sociedade que convive no mesmo espaço geográfico da USP, pensar que a
USP pode ser transformada numa fortaleza de segurança cercada por muros altos e
fossos enquanto o seu redor a sociedade está entregue à própria sorte é querer
tapar com uma peneira furada.
Por
fim não se pode falar de uma universidade sem falar daqueles que em maior grau
são a razão da mesma existir, os estudantes. Aqueles que conhecem o movimento
estudantil brasileiro sabem que qualquer generalização não só é burra como é
fruto do senso comum dos que muito falam e nada dizem.
Não
se pode transferir o erro de abordagem, ou erro estratégico, de uns grupos para
toda a classe estudantil. A meu ver a ocupação da reitoria por um poucos grupos
entre as dezenas de matizes políticas e ideológicas que formam o movimento
estudantil fatalmente caiu num resultado final que era o mais vantajoso para
aqueles os quais os grupos questionavam, o de legitimar ante a opinião pública,
e aqui incluo uma parcela dos estudantes, a ideia de que é com repressão que o “alienado”
e “cooptado” movimento estudantil deve ser tratado. Parece-me que de nada
serviu de útil, como caso a ser estudo para a realização de uma autocritica de
como o ME é exercício no Brasil, a experiência dos estudantes chilenos de que o
primeiro aliado que os estudantes devem buscar é a sociedade civil. Enquanto insistirmos
no erro de apressadamente no utilizarmos de nossos últimos recursos, antes que
se tenha esgotado esforços para conquistar a sociedade para nossa pauta, e aqui
falo como estudante e como militante político, continuaremos a cometer o erro estratégico
de cair nas armadilhas daqueles os quais nos opusemos.
E
aos que discordam de minhas palavras, vamos debater, vamos discutir, vamos confrontar
ideias e opiniões, vamos fazer política.
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